Realidade e Informação

Realidade e Informação

O nosso conhecimento é composto por informações, e o articular destas é feito pelas tecnologias da inteligência, logo nossa realidade é o produto do que fizemos com esse agir. Nos relacionamos com a informação em casa, no trabalho, na rua , na escola e no lazer, participamos de um mundo onde a informação é poder.
A cibernética e a Informática são as disciplinas que manejam as informações do mundo contemporâneo, e é necessária uma especulação filosófica em ambas para podermos ser capazes de entender a metamorfose social e intelectual causadas por essas criadoras de novas tecnologias.
O termo filosofar para Bolzano designa toda a reflexão enfocando o relacionamento de fundamentação e consequência, causa primeira ou efeito, qualquer que seja o objeto; de tal modo que não há uma única ciência nem um objeto em que e sobre o qual não possam ser feitas análises filosóficas.
Deste modo este trabalho busca mostrar como são as relações da tecnologia com o mundo, e de que maneiras estão influindo no mesmo, para podermos ter uma melhor compreensão da realidade.
Tecnologias de controle da Informação

O homem cada vez mais se relaciona com a forma que o mundo é entendido, e o modo como a realidade é interpretada. Para a ciberfilosofia a realidade se reduz a informação, não sendo outra coisa que informação em quantidade massiva, relacionando-se com o pensamento e a linguagem. No mundo das idéias de Platão, onde a forma e a matéria têm sua origem no pensamento, a informação é nau para esse processo. Valendo-nos de Aristóteles, podemos dizer que o que é em potência só se concretizará em ato através de informação.
Estes conceitos de realidade nos trazem um universo determinista, onde somos organicamente um agregado de informações que estão no nosso DNA desde o nascimento, onde as informações que recebemos hoje delineiam os atos do nosso amanhã.
O mundo pulsa em uma imensa quantidade de informações disponíveis de modo caótico, onde a incerteza e a contingência são legítimas em um universo em que o caos resulta ser mais provável que a ordem. Estas informações nas quais estamos submersos, nos levam a perguntar: Como é a regra da realidade ?
Para Quiroz (1998, pág.129):

“A regra da realidade e o manejo da informação é uma questão de tecnologias. A realidade é, portanto consequência da tecnologia no sentido de a realidade ser informação, e o manejo da informação é o objetivo último de toda tecnologia.”

Assim, para compreendermos a realidade, precisamos saber dos processos tecnológicos e suas relações com o mundo. Como são essas relações ? De que maneiras nos estão influindo ? Para podermos responder a essas questões é necessária uma especulação através da cibernética e da informática como principais condutoras de tecnologia para a sociedade.
Em primeiro lugar temos que esclarecer os conceitos de cibernética e informática, para evitar confusões de interpretação. O termo cibernética – do Grego Kybernítis – Passou por várias transformações semânticas, Platão cerca de 27 séculos antes a empregou no sentido de “ciência utilizada pelo timoneiro para pilotar navio”; Ducrocq (1959, pág 5) busca a origem da palavra cibernética no mais tardar no século VI antes de nossa era.

“…Desde o século sexto antes do nascimento de Cristo ele (Teseu) foi venerado num culto particular. Todo ano festejava-se a lembrança da viagem de Teseu a Creta com bastante festas que se estendiam do sexto ao décimo segundo pianepsião (outubro). Encontraram seu apogeu nos “cibernésios. Festas que glorificavam a arte da pilotagem e que eram comemoradas na noite do sexto dia; segundo a lenda, essas festas foram instituídas pelo próprio Teseu em homenagem aos dois pilotos do mar, Nausithoos e Faiax, que o conduziram a Creta e aos quais ele teria erigido um santuário.”

O físico francês Ampère, em 1843, deu-lhe o sentido de ciência do controle da sociedade; Norbert Wiener em 1948 batizou com ela a teoria de vários sistemas naturais e artificiais de comunicação e controle, como a neurofisiologia, a computação automática e outros sistemas de processamento da informação, além da teoria da informação, a automação e os chamados servossistemas, de que o termostato é uma espécie de primo pobre, assim como o ábaco é um antepassado remoto do computador eletrônico.

Este é o conceito de cibernética nas palavras de Wiener (1948,pág.19):

“Decidimos denominar todo o reino da teoria do comando e da transmissão de informações, quer sejam em máquinas ou em seres vivos, de cybernetics.”

Nesse sentido a cibernética é então um sistema erigido sobre conceitos abstratos, lógicos, matemáticos. Como no caso da filosofia, alguns autores relacionam também a cibernética com um saber “da organização originária do espírito humano”. Para Gotthard Günther (1957, pp. 37-38).
“A significação mais profunda, transcendental, da cibernética também se desvenda a nós na temática da subjetividade, mais precisamente na tentativa de transpor o abismo entre eu e você por meio da construção de um mecanismo de produção de informação e de realização de comunicação.”

Günther considera aqui que “a organização originária do espírito humano” é imitada tecnicamente, embora não para a expressão da intersubjetividade comum, mas sim como “realização perfeita do método da técnica” (ibid.).

A palavra informática foi, apresentada oficialmente no III Congresso Internacional de Documentação, Tóquio (1967) por Mikhailov, que apresentou Dreyfus como um dos cunhadores da palavra. Na definição de Mikhailov, informática é a disciplina científica que estuda as estruturas e as propriedades (mas não o conteúdo específico) da informação científica. Seu fim é desenvolver métodos e procedimentos que otimizem a representação (fixação, gravação), coleção, o processamento analítico-sintético e a disseminação da informação científica.
Na definição original de Dreyfus(1) informática é a ciência do tratamento automático e racional da informação considerada como suporte dos conhecimentos e das comunicações.

1- Verbete redigido para a enciclopédia Larousse e comunicado em anexo à carta de Philippe Dreyfus (28 de outubro de 1968) ao prof. Benedito Silva Diretor do INDOC.

Como o tratamento automático e racional da informação é, na classificação de Wiener um sistema cibernético, é gerada uma certa confusão sobre os conceitos de cibernética e informática.
Enquanto a informática é informação exata, disciplina do tratamento racional de dados, a cibernética nos vem explicar os mecanismos de apreensão e aproveitamento dessa informação, transformando-a em carta e guia de pilotos ensinando-nos a manter em exata meta, os vários processos tecnológicos que permitem a condução dos grupos humanos a uma realidade benquista.
Antonio Garcia de Miranda Neto, membro do Conselho Curador da Fundação Getúlio Vargas, aponta para a o tratamento da informação como ponto de partida para essa realidade benquista (1973, pág. 9):

“A gravidade dos problemas fundamentais aumenta, em ritmo exponencial (explosão demográfica, poluições múltiplas que ameaçam o equilíbrio biológico da natureza e o equilíbrio mental do homem, temor de uma catástrofe nuclear…). Isso exige imediata e geral mobilização, não só das consciências como das práticas. E qual seria o ponto de partida para uma ação capaz de corrigir tão ameaçadoras distorções? Não hesito em responder: Informação exata, em quantidade suficiente, sua transformação em documento utilizável, tratamento dos dados, sua filtragem e escolha”.

Para conhecermos essa realidade teremos que conhecer a nossa atual realidade, o processo resultante da tecnologia do trabalho, educação, saúde…, para podermos em um feedback, corrigir o curso do processo tecnológico.

Tecnologia e trabalho

Com o avanço tecnológico são inevitáveis as mudanças no tipo de mercado e de mercadorias de bens de consumo que devem seguir as novas necessidades dos homens. A natureza do trabalho muda de paradigmas pelo processo de globalização e a tecnologia de ponta, formando estágios de evolução. No texto “Trabalho assalariado e capital”, Marx (1981, p.38) assinala:
“As relações de produção na sua totalidade formam aquilo a que se dá o nome de relações sociais, a sociedade, e na verdade uma sociedade num estágio determinado, histórico, de desenvolvimento, uma sociedade com caráter peculiar, diferenciado. A sociedade antiga, a sociedade feudal, a sociedade burguesa são outras tantas totalidades de relações de produção, cada uma das quais designa ao mesmo tempo um estágio particular de desenvolvimento na história da humanidade.”

A palavra trabalho, etimologicamente vem do vocábulo latino tripaliare, associado a um instrumento de tortura, uma espécie de tripé formado por três estacas cravadas no chão, onde os escravos eram supliciados. Na bíblia, o castigo de Adão e Eva foi trabalhar, “Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes a terra; porque dela foste tomado: portanto és pó e em pó te tornarás”(GENESIS,3:19). A mitologia explica a rotina de trabalho com Prometeu. Na antiguidade, a sociedade era dividida em classes sociais, sendo o último degrau da sociedade reservado aos trabalhadores, que eram servos ou escravos.
A noção dos gregos acerca do trabalho foi modificada com o advento das máquinas. O capitalismo e a política econômica da época exigiram que o artesão se tornasse assalariado.
No dizer do jurista e sociólogo Joaquim PIMENTA “In Sociologia Jurídica do Trabalho” (1994, pág.45):

“se o fato econômico ou a técnica da produção realiza o milagre do transformismo social, como pretendem os marxistas, esta mesma técnica pressupõe sempre um meio social, um grupo humano que, além de a submeter a regras e a normas rituais que a conservem e perpetuem, ainda se converte em laboratório de experiências coletivas, de noções, de idéias, de conhecimentos com os quais o poder inventivo do homem jamais teria alcançado tão alta e surpreendente expressão”.

Essa transformação social realizada pela tecnologia, vai tirando o sentido de tortura do trabalho, otimizando e proporcionando mais tempo livre ao homem para realizar novas experiências. Marcuse (1982, pág.24), diz:

“Os processos tecnológicos de mecanização e padronização, podem liberar energia individual para um domínio de liberdade ainda desconhecido, para além da necessidade”

A busca de produtividade e crescimento fez com que as máquinas fossem aperfeiçoadas e hoje, a revolução tecnológica é reconhecida como pré-requisito para o desenvolvimento. O critério para colocar um país no conceito de 1o. mundo é a tecnologia.

Tecnologia e Educação

A informática nos trouxe uma 3a. linguagem, a linguagem multimídia, composta por várias tecnologias de software e hardware, os softwares cada vez mais aumentando seu feedback e melhorando sua interface, proporcionando uma linguagem dinâmica e de fácil cognição.
O hardware se diversificou em constantes novidades de mercado, máquinas fotográficas digitais, webcans, scanners, dvd’s, gravadoras, processadores mais velozes. Variada linha de periféricos, tudo dando suporte a essa linguagem gerada em um contexto social capitalista. A escola aparece nesse contexto cibernético capitalista sem identidade, e ainda não alfabetizado para essa nova linguagem.
Os softwares didáticos aguçam o processo de cognição, e abrangem todas as ciências, sejam como aplicativos para determinadas disciplinas ou enciclopédias áudio visuais. Os jogos digitais , tidos antes como vilões da educação, se apresentam hoje como uma grande ferramenta no processo de aprendizagem.
O instrucionismo (abordagem instrucionista) é o processo de domínio da máquina como instrumento de informação. O computador é uma ferramenta a serviço do processo pedagógico, e nele se dá também a construção da informação.
O construcionismo (filosofia de Papert) é a construção da informação, no construcionismo ele a escreve, a internet é exemplo disso, onde de um lado é construída a informação e do outro lado ela é lida.
O educador nesse contexto é responsável pela construção da informação, e não comodamente simples usuário da informação.
Fazendo ativo assim um processo pedagógico dinâmico, interagindo com a informação on-line que recebe do mundo contemporâneo para Jayme Paviani (1988, pág. 22):

“O professor, no sentido pleno, é aquele que reflete sobre a própria experiência”

O aprendizado acontece quando acontece a cognição da informação. Quanto mais atraente a informação, maior o processo de cognição. A estética da informação é a maneira mais atraente nesse processo, o aluno tradicional vê no livro a figura do jacaré informando a zoologia do Mato Grosso. O aluno nesse novo processo multimídia visualiza o jacaré se alimentando, sendo caçado, preservado, comercializado, ficando assim exposto a um maior processo de reflexão, formando assim um maior relacionamento, e senso crítico da informação.
Para esse novo relacionamento abre-se um espaço para novos conceitos, para Freire educação é a busca constante do homem, que deve ser o sujeito de sua própria educação.

“A educação não se reduz a técnica, mas não se faz educação sem ela: utilizar computadores na educação, em lugar de reduzir, pode expandir a capacidade crítica de nossos meninos e meninas. Depende de quem os usa, a favor de que e de quem e para quê.” (Freire 1995 pág.98)

“O homem concreto deve se instrumentar com os recursos da ciência e da tecnologia para melhor lutar pela causa de sua humanização e de sua libertação” (Freire, 1979 pág.22)

Tecnologia e Arte

A Estética é disciplina que estuda a arte, derivada do grego “Aisteses” (percepção), remete a compreensão proveniente da apreensão sensível, a intuição da beleza pelo próprio conhecimento que temos dela. A beleza supõe por tanto uma relação de informação do ser com o objeto, logo toda a compreensão da beleza pela inteligência depende dos meios de percepção.
Na história da arte a técnica sempre buscou refinar a obra para uma melhor percepção. Pertencem ao paleolítico final, cerca de 35.000 anos, as mais antigas obras de arte conhecidas, entre as mais antigas obras de arte encontram-se as estatuetas de marfim de mamute, que apareceram em uma caverna no sudoeste da Alemanha. São de tal maneira bem acabadas, que representam forçosamente o fruto de uma longa tradição no uso da técnica.
A técnica nasceu da necessidade de controlar e dominar processos que venham a facilitar o desejo do homem (na obra de arte é o desejo do ideal), é o conjunto de conhecimentos definidos e sistemáticos que deve anteceder ao trabalho.
O homem pré-histórico em seus primeiros passos rumo a técnica, iniciou com uma limitada paleta de cores, restrita ao preto, branco, amarelos e marrons, obtidos com madeira, ossos queimados, gesso, sangue e terra de cor. Os egípcios na idade do bronze, já haviam ampliado a paleta de cores pelo conhecimento do manejo dos minerais, obtinham o roxo do cinábrio, azul da azurita, verde da malaquita, e amarelo do oropimente. Com a busca incessante de materiais que levassem a obra ao ideal o homem fez da tecnologia base para sua arte.
A Fotografia foi o primeiro passo, a cópia da natureza perseguida pelos renascentistas encontrava-se agora concretizada, ganhando uma existência serial, possibilitando o original ir ao observador nas situações mais adversas. O cinema rodando 24 frames por segundo, permitiu o movimento, era criada pela tecnologia a 7a arte.
A possibilidade de escolher os quadros a serem editados levou a arte mais próximo do ideal, Chaplin para produzir o filme A opinião pública com uma duração de 3000 m de película, filmou 125000 m. O filme é, pois, a mais perfectível obra de arte.
Com o surgimento da Computação Gráfica o cinema ganha mais poder de criatividade, realidades virtuais são colocadas como cenários, e personagens cibernéticos ganham papel de atores, ficando a produção economicamente mais viável, facilitando o acesso a arte e desmistificado o papel elitizante que a nossa cultura atribui a arte.
A arte está hoje no design dos móveis, na interface do aplicativo, no outdoor da rua, enfim, em todas nossas relações com o mundo. A arte contemporânea é conceitual, na pintura e na escultura o que vale é a informação, o artista não toca mais na obra para criar.

Tecnologia e o homem

O homem na sua endoculturação é aprisionado pela necessidade do acesso a tecnologia da informática e da cibernética , o usuário doméstico necessita do computador para auxiliar na educação, para o acesso a internet onde faz sua declaração de imposto de renda, e-mail, pesquisa, cadastros para vestibulares, acesso bancário, compra de produtos. As empresas e Instituições são prisioneiras de seus bancos de dados e a indústria prisioneira de sua robótica. Todo esse processo em sentido crescente, ROMER, guru econômico da era da Internet, Professor da Universidade de Stanford, na Califórnia, pai da reengenharia e candidato ao prêmio Nobel, diz que o chip custará um centavo. Isso quer dizer que estarão por toda a parte e todos serão beneficiados. Segundo ROMER, em entrevista à revista Veja, para a seção Economia e Negócios (07/07/1999,p.128), a mudança radical que está ocorrendo no capitalismo, além da globalização, é o avanço técnico científico: Sai o átomo, entra o bit do computador.
Essa mudança de paradigmas traz mudanças antropológicas, Norbert Wiener na sua obra Cibernética e Sociedade já indicava a necessidade de um estudo direcionado para essas transformações (pág.15, 1954):

“Além da teoria da transmissão de mensagens da engenharia elétrica, há um campo mais vasto que inclui não apenas o estudo da linguagem mas também o estudo das mensagens como meio de dirigir a maquinaria e a sociedade, o desenvolvimento de máquinas computadoras e outros autômatos que tais, certas reflexões acerca da psicologia e do sistema nervoso, e uma nova teoria conjetural do método científico”
O mundo agora exige do homem novos domínios, as habilidades de manejo de conhecimento apontam cada vez mais para o domínio da máquina, Helmar Frank (1966, pág.43), diz:

“Se entendemos por fundamentos filosóficos toda preocupação com as questões da realização e da validade de conhecimento, é natural que nos ocupemos consecutivamente com o problema da assimilação de Informações”

Essa assimilação de informação massiva faz com que o homem torne-se dependente de um ciberespaço, absorvendo as novas realidades e as transformando.
FRANTZ, no seu artigo sobre Universidades Comunitárias, referindo-se ao que se poderia chamar de “Comunidade Cibernética”, enfatiza às considerações feitas por MARQUES ( 1999, pp.120-121) afirmando que:

“No ciberespaço contróem-se universos virtuais, línguas e saberes mutantes. Habitam-no imaginantes coletivos em permanente reconfiguração dinâmica, mundos vivos continuamente engendrados pelos processos e interações que neles se desenrolam ao brotarem dentro dele como espaços antropológicos, plenos de existência, reestruturantes, irrevesíveis. Os espaços dos territórios e os das mercadorias abrem-se para novos espaços os dos saberes emergentes de circulação, da associação e das metamorfoses das comunidades pensantes, produzindo, cada qual, seu mundo virtual, sua identidade coletiva, suas realidades potenciais,m das quais participam os indivíduos, pluralizando suas identidades, explorando mundos heterogêneos e múltiplos, sempre em devir pensantes.”

O resultado desse processo científico e tecnológico é a globalização, o sociólogo e historiador italiano Domenico De MASI, professor da Universidade de Roma (1999), afirma que essa globalização, é um instinto humano. Podemos dizer então que no gene do espírito humano há um impulso para manejar informações em sentido de se universalizar.

Conclusão

As relações do processo tecnológico no mundo se dão de maneira gradual e evolutiva. Deste os primeiros passos do homem em direção a técnica, já fazia parte do espírito humano a vontade de manejar a informação para seu melhor uso.
São relações de necessidade, onde a produção e a busca do ideal alavanca novas tecnologias em cima das já existentes. A tecnologia está programada para relações consumo, onde a realidade do dia a dia impõe novas necessidades.
Estas novas tecnologias estão influindo de maneira positiva, trazendo melhores condições de educação, trabalho e saúde, pois os estados com baixas tecnologias, que além de privar os indivíduos de recursos básicos necessários, ainda os privam de liberdade de pensamento e direito de oposição política. As empresas e os paises mais poderosos do mundo são aqueles que criam coisas e idéias, não apenas as reproduzem em fábricas, segundo De MASI, a maior criação tecnológica deste final de século foi a rede mundial de computadores, a Internet. E o poder estará na mão de quem tiver criatividade.

Bibliografia citada:

Bolzano, Bernard, Was ist Philosophie? (Que é filosofia?) Editor Wilhelm Braumüller, Viena, 1849 (Reeditado por Editora Schnelle, Quickborn Hamburg, 1960).

De Masi, Domenico. A Emoção e a Regra. Rio de Janeiro: Trad. José Olympio, 1999.

De Masi, Domenico. Desenvolvimento sem Trabalho. São Paulo: Editora Esfera, 1999.

Ducrocq, Albert. Die Entdeckung der Kybernetik (A Descoberta da Cibernética) Europäische Verlagsanstalt, Frankfurt/ M., 1959, 243 págs. (Em francês: Découverte de la cybernétique, René Julliard, Paris, 1955).

Frank, Helmar G., Cibernética e Filosofia. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1970

Freire, F. M. & Prado, M. E. “Professores construcionistas: a formação em serviço”. In Anais do VII Congresso Internacional Logo e I Congresso de Informática Educativa do Mercosul. Porto Alegre, LEC/UFRGS, 1995.

Freire, P. Educação e mudança. 14. ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1979. Coleção Educação e Comunicação.

Günther, Gotthard. Das Bewsstsein der Maschinen. Eine Metaphusik der Kybernetik (O Consciente das Máquinas: Uma Metafísica da Cibernética), Agis Verlag, Baden-Baden, 1957.

Lévy Pierre. As tecnologias da inteligência. O futuro do pensamento na era da informática. Editora três, 1995.

Marcuse, Herbert. A Ideologia da Sociedade Industrial – O Homem Unidimensional. Editora Zahar – Rio de Janeiro/RJ, 1982.

Marques, Mário Osório. Conhecimento e modernidade em reconstrução. Ijuí: UNIJUÍ, 1993.

Marx, Karl. Trabalho Assalariado e Capital. Lisboa: Avante/ Sarl. 1981

Paviani, Jayme. Problemas da Filosofia da Educação. Cultural, político, ético na escola, pedagógico, epistemológico no ensino. Rio de Janeiro, Editora Vozes Ltda,1987.

Pimenta, Joaquim. Sociologia jurídica do trabalho. Editora MaxLimonad, 1994

Romer, Paul. Nova Teoria do Crescimento. Universidade de Stanford. 1998

Silva, Benedito. Da documentação a informática. Rio de Janeiro, Editora da Fundação Getúlio Vargas, 1973.

Steinbuch, Karl, Bewusstsein und Kybernetik. (Consciente e Cibernética). Grundlagenstudien aus Kybernetik und Geisteswissenschaft, vol. 3, nº. 1, 1962.

Wiener, Norbert, Cybernética para controle e comunicação de animais e máquinas. Paris, Hermann & Cie, 1948.

Bibliografia consultada:

David, Aurel – A Cibernética e o homem. Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian – Serviço Educação, 1995
Jolivet, Regis – Curso de filosofia – Editora Agir – Rio de Janeiro, 1955
H.W. Janson – História da Arte, 2ª edição, Martins Fontes Editora Ltda, São Paulo, 2001
E.H. Gombrich – A história da Arte, 13a edição, Phaidon Press Limited.
Coli, Jorge – O que é arte – Editora brasiliense, São Paulo, 1995.

Eloir Antônio Oliveira da Silva
Graduado em Filosofia (UFPel), Desenho e Computação gráfica (UFPel), Especialista em Gráfica Digital (UFPel) e discente no bacharelado em Artes Visuais (UFPel).
www.eloir.com.br